A lógica da escrita de números em português, as concordâncias de «cento», «duzentos», os casos especiais, e os cêntimos — um ponto de cada vez.
O número por extenso consiste em escrever um valor em algarismos completamente por extenso, segundo as regras da gramática portuguesa, para um cheque, uma letra, uma fatura ou um documento legal. O valor escrito é o que prevalece: não deixa margem para alterar discretamente o algarismo, e em caso de divergência entre o texto e os números, é a versão escrita que costuma prevalecer. Esta ferramenta converte automaticamente qualquer valor por extenso, com as concordâncias gramaticais corretas.
Como se escreve um número inteiro por extenso?
Resposta rápidaO número divide-se em grupos de três algarismos a partir da direita, e lê-se da escala maior para a menor: trilião → bilião → milhão → mil → centenas/dezenas/unidades. Por exemplo, 1234 → «mil duzentos e trinta e quatro».
- Centenas: 100 → «cem», 900 → «novecentos». «Cem» usa-se quando o grupo termina exatamente em 100 (sem algarismos a seguir dentro do mesmo grupo); caso contrário usa-se «cento»: 100 → «cem», mas 101 → «cento e um».
- Dezenas e unidades: ligam-se sempre com a conjunção «e»: 21 → «vinte e um»; 99 → «noventa e nove».
- Ligação entre grupos: usa-se «e» antes do último grupo quando este é inferior a 100 ou é uma centena exata: 1021 → «mil e vinte e um»; 1200 → «mil e duzentos». Quando o último grupo tem centenas e dezenas/unidades, não há «e» entre os grupos: 1234 → «mil duzentos e trinta e quatro» (o «e» aqui é interno ao grupo).
- Mil invariável: «mil» nunca leva «um» à frente e não tem plural neste uso: 1000 → «mil» (não «um mil»), 2000 → «dois mil».
Como se escrevem os cêntimos?
Resposta rápidaOs cêntimos escrevem-se por extenso, como um número normal, seguidos da palavra «cêntimos» (ou «cêntimo» no singular): 12,05 € → «doze euros e cinco cêntimos». Mesmo sem cêntimos, pode escrever-se «e zero cêntimos» em vez de omitir, para evitar qualquer alteração do valor.
Ao contrário de algumas convenções anglo-saxónicas que escrevem os cêntimos como uma fração em algarismos (XX/100), o uso habitual em Portugal em cheques e letras é escrever os cêntimos completamente por extenso, tal como os euros.
Porque é que às vezes «cem» e outras «cento»?
Resposta rápida«Cem» usa-se quando o número é exatamente 100 dentro do seu grupo de três algarismos (100, 100.000, 100.000.000); «cento» usa-se quando o segue outro algarismo dentro do mesmo grupo de centenas: 100 → «cem», mas 101 → «cento e um». As centenas superiores (duzentos, trezentos, quatrocentos, quinhentos, seiscentos, setecentos, oitocentos, novecentos) não mudam de forma em nenhum caso, sejam usadas sozinhas ou seguidas de mais algarismos.
Esta distinção entre «cem» e «cento» é uma das particularidades mais consultadas da numeração portuguesa, e este conversor aplica-a automaticamente em qualquer valor, por maior que seja.
Quando se usa «de» antes do substantivo?
Resposta rápida«Milhão», «milhões», «bilião» e «biliões» são substantivos propriamente ditos e precisam da preposição «de» antes do substantivo que os segue, quando terminam o número: 1.000.000 → «um milhão de euros» (não «um milhão euros»). Já «mil» nunca leva «de»: «mil euros». Se depois do milhão houver mais algarismos, também não se usa «de»: «um milhão e duzentos mil euros».
O que acontece com «mil», «milhão» e «bilião» no plural?
Resposta rápida«Mil» é invariável e nunca leva o artigo «um» à frente (nunca «um mil euros», sempre «mil euros»). «Milhão» e «bilião», pelo contrário, são substantivos propriamente ditos: levam um s no plural («dois milhões», «três biliões») e precisam da preposição «de» antes do substantivo que os segue quando terminam o número: «dois milhões de euros», mas «dois milhões e trinta mil euros» (sem «de», porque se segue outro algarismo diretamente).