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Descarregaste um ficheiro e o editor deu-te um hash SHA-256? Aqui está como confirmar que está intacto

Se já viste uma linha de "SHA256:" ou "MD5:" junto a uma hiperligação de download e não sabias o que fazer com ela, este guia mostra, passo a passo, como usar esse código para confirmar que o teu ficheiro não ficou corrompido nem foi alterado durante a transferência.

Índice

O que é realmente um hash?

Resposta rápidaUm hash é uma "impressão digital" de comprimento fixo gerada a partir dos dados de um ficheiro. Os mesmos bytes produzem sempre o mesmo hash; se um único byte mudar — por corrupção na transferência ou por alteração intencional — o hash resultante é completamente diferente.

Isto torna o hash útil para duas coisas muito diferentes: confirmar que uma transferência não se danificou (integridade) e detetar se alguém alterou um ficheiro depois de publicado (autenticidade, até certo ponto). O gerador de hash da ToolPico calcula MD5, SHA-1, SHA-256, SHA-384 e SHA-512 — além de SHA3-256/512 — a partir de texto ou de um ficheiro, tudo dentro do teu navegador, sem enviar nada para um servidor.

Nota rápida: um hash não é uma "senha" nem um identificador secreto. É uma função matemática de sentido único: dá para calcular o hash a partir do ficheiro, mas não dá para recuperar o ficheiro a partir do hash.

Como verificar um ficheiro descarregado

Resposta rápidaCarrega o ficheiro no separador Ficheiro do gerador de hash, cola o valor que o site de origem publicou no campo Hash esperado, e clica em Gerar hash. A ferramenta calcula automaticamente todos os algoritmos e mostra se o resultado coincide com o valor esperado.

Na prática, o processo tem quatro passos simples:

  1. Copia o hash publicado junto ao link de download (normalmente indicado como "SHA256" ou "MD5").
  2. Abre o gerador de hash ToolPico e muda para o separador «Ficheiro».
  3. Arrasta o ficheiro descarregado para a zona de carregamento — o ficheiro é processado localmente e nunca sai do teu computador.
  4. Cola o hash no campo «Hash esperado»; a ferramenta deteta automaticamente o algoritmo pelo comprimento da cadeia (32 carateres = MD5, 64 = SHA-256, 128 = SHA-512) e assinala se há coincidência.

MD5, SHA-1, SHA-256 ou SHA-512 — qual importa?

Resposta rápidaPara verificação de integridade de uma transferência normal, qualquer um destes algoritmos funciona — o objetivo é só detetar corrupção acidental. Para segurança (assinaturas, autenticação de origem), usa SHA-256 ou SHA-512; evita confiar apenas em MD5 ou SHA-1, que são criptograficamente fracos.

A tabela seguinte resume as diferenças, com um exemplo ilustrativo do hash da palavra "Hello World" (apenas para referência de formato — os valores reais dependem sempre dos dados exatos):

AlgoritmoComprimento do resumoUso recomendado
MD532 carateres hexChecksums rápidos, não críticos em segurança
SHA-140 carateres hexLegado — evitar para novos usos de segurança
SHA-25664 carateres hexPadrão recomendado para integridade e assinaturas
SHA-512128 carateres hexMargem de segurança extra, sistemas exigentes
Atenção: os números de comprimento acima são fixos por definição do algoritmo — não são estatísticas nem estimativas, são propriedades matemáticas de cada função de hash.

Um cenário prático

Imagina que descarregaste um instalador de software de um site que publica "SHA256: a1b2c3..." junto ao link. Depois de a transferência terminar, abres o gerador de hash, arrastas o ficheiro para o separador «Ficheiro» e colas esse valor no campo «Hash esperado». Em segundos, a ferramenta calcula o SHA-256 real do ficheiro no teu disco e compara-o automaticamente: uma marca verde confirma que a transferência chegou intacta; se aparecer uma marca vermelha, o ficheiro está corrompido ou foi alterado, e o mais seguro é descarregá-lo novamente a partir da fonte original.

Este mesmo fluxo também é útil para comparar duas cópias de um documento (por exemplo, para confirmar que um ficheiro sincronizado na nuvem é idêntico ao original) ou para fazer hashing em lote de vários ficheiros de uma vez, com exportação para CSV.

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Perguntas frequentes

O que é o MD5?
MD5 é um algoritmo de hash que converte dados de qualquer comprimento num resumo fixo de 128 bits (32 caracteres hexadecimais). É muito rápido e ainda se usa para verificações de integridade não críticas, mas é criptograficamente fraco — existem ataques de colisão, pelo que não deve ser usado para palavras-passe nem assinaturas digitais.
Como se calcula o SHA-256?
O SHA-256 divide os dados em blocos de 512 bits e aplica uma função de compressão de 64 rondas a cada bloco, produzindo um resumo de 256 bits (64 caracteres hexadecimais). No navegador, isto é feito de forma segura através da função crypto.subtle.digest('SHA-256', data) da API Web Crypto.
Como se verifica o hash de um ficheiro descarregado?
Carrega o ficheiro no separador «Ficheiro» do gerador de hash; a ferramenta calcula automaticamente MD5 e a família SHA. Cola o hash que o editor publicou (normalmente SHA-256) no campo «Hash esperado» e a ferramenta compara-o automaticamente, mostrando se coincide.
Qual é a diferença entre MD5 e SHA?
O MD5 produz um resumo de 128 bits e está criptograficamente quebrado. A família SHA (SHA-1, SHA-256, SHA-384, SHA-512) produz resumos mais longos; o SHA-1 também é hoje considerado fraco, enquanto o SHA-256 e o SHA-512 são considerados seguros para uso geral.
É seguro usar uma ferramenta de hash online para ficheiros confidenciais?
No gerador de hash ToolPico, todo o cálculo é feito dentro do navegador; o ficheiro que carregas nunca é enviado, guardado nem carregado para um servidor. Isto torna-o adequado para processar documentos confidenciais localmente.
Nota de metodologia: este artigo é apenas informativo e não substitui verificações formais de segurança em contextos críticos. Os exemplos numéricos e de formato são ilustrativos; os valores reais de hash dependem sempre dos dados exatos processados.