Novidade 1: a forma pipa (papagaio)
Até agora, um quadrilátero com dois pares de lados adjacentes iguais (mas diagonais desiguais entre as duas metades) não tinha uma entrada própria — o artigo anterior deste blogue até sugeria tratá-la manualmente como dois triângulos. Isso deixou de ser necessário: a pipa é agora uma forma dedicada, com o seu próprio desenho ilustrativo na calculadora e os quatro campos já preenchidos com valores de exemplo (10 e 6 para as diagonais, 5 e 7 para os lados) para facilitar o primeiro contacto.
Onde é que isto costuma aparecer na prática? Em telhados de duas águas com beirais assimétricos, em certos canteiros de jardim desenhados em losango alongado, ou em painéis e estruturas decorativas com essa geometria. Antes desta atualização, calculavas a área "por partes"; agora basta escolher a forma na lista e preencher os quatro campos.
Novidade 2: a forma coroa circular
É o "anel" entre dois círculos concêntricos — o exemplo clássico é um canteiro circular à volta do tronco de uma árvore, ou a faixa de relva ou passeio entre uma piscina redonda e a sua borda exterior. Antes, era preciso calcular os dois círculos em separado (usando a forma «Círculo» duas vezes) e subtrair os resultados à mão; agora a ferramenta faz a subtração automaticamente, com um valor por defeito de raio exterior 8 e raio interior 5 já preenchido para experimentares.
Um pormenor útil: se introduzires um raio interior maior ou igual ao raio exterior — uma combinação que não faz sentido geometricamente — a calculadora não tenta mostrar um número sem significado; apresenta antes um aviso a pedir que corrijas os valores.
Novidade 3: o modo polígono irregular
Esta é provavelmente a adição mais aguardada para quem lida com terrenos, jardins ou plantas que não se encaixam em nenhuma forma "de manual". Ao abrir esta aba, encontras dois submodos lado a lado: «Lados (perímetro)» e «Vértices (x,y)». Cada submodo tem os seus próprios botões «+ Adicionar» e «− Remover», o que permite trabalhar com qualquer número de lados ou vértices dentro de um intervalo prático — de 3 até 20.
- Submodo «Lados (perímetro)»: introduz apenas o comprimento de cada lado, um campo por lado, na unidade que escolheres (metros, centímetros, pés ou polegadas). A ferramenta soma tudo e devolve o perímetro total.
- Submodo «Vértices (x,y)»: introduz a coordenada x e a coordenada y de cada vértice, seguindo a ordem real do contorno do polígono (sentido horário ou anti-horário, sem saltar pontos). A partir destas coordenadas, a calculadora aplica a fórmula do sapateiro e devolve a área.
Do lado ao vértice: quando usar cada submodo
Um exemplo hipotético para ilustrar a diferença: imagina um talhão de jardim com cinco lados, sem nenhum ângulo reto. Se o teu objetivo é só saber quantos metros de rede vais precisar para o vedar, o submodo «Lados» já chega — mede cada lado com uma fita métrica e introduz os cinco valores. Mas se também precisares de saber quantos metros quadrados de relva vais semear lá dentro, precisas do submodo «Vértices»: marca um ponto de referência (0,0) num canto, e estima a posição x/y dos restantes vértices em relação a esse ponto (por exemplo, a partir de uma planta ou de um levantamento GPS simples). A calculadora trata do resto.
Vale notar que os dois submodos são independentes: podes usar só «Lados» para o perímetro de um dia, e só «Vértices» outro dia para a área — não precisas de preencher os dois em simultâneo para obteres um resultado válido em cada um.